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E se o dinheiro fosse a maior obra de arte conceitual da história?

Não é só um pedaço de papel.

Não é só um número na conta.

É uma ideia que todo mundo resolveu acreditar.

Uma ficção performada diariamente por bilhões.

Um símbolo que move o mundo, mesmo sendo invisível.

 

Assim como na arte conceitual, o que vale no dinheiro não é o objeto, é o significado atribuído.

 

Quem decidiu que essa nota vale R$ 100?

Quem escolheu o rosto, a cor, o bicho?

Por que confiamos num papel que, sozinho, não vale quase nada?

 

O dinheiro é design, estética, performance.

Tem layout, tipografia, narrativa.

Tem até feitiçaria: transforma papel em poder.

 

Nenhum valor existe sem acordo coletivo.

É fé sem altar.

Economia como escultura social.

Transações como coreografias de crença.

 

No fundo, o dinheiro é uma instalação invisível.

Uma obra coletiva onde todo mundo atua.

A mais lucrativa de todas.

 

Agora pensa: Se conseguimos dar esse poder pra um símbolo, o que mais a gente pode reprogramar?

Nós somos o dinheiro, o valor.

Nenhum sistema existe fora de nós.


 

 

 
 
 

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