E se o dinheiro fosse a maior obra de arte conceitual da história?
- Camilla D'Anunziata
- 11 de abr.
- 1 min de leitura
Não é só um pedaço de papel.
Não é só um número na conta.
É uma ideia que todo mundo resolveu acreditar.
Uma ficção performada diariamente por bilhões.
Um símbolo que move o mundo, mesmo sendo invisível.
Assim como na arte conceitual, o que vale no dinheiro não é o objeto, é o significado atribuído.
Quem decidiu que essa nota vale R$ 100?
Quem escolheu o rosto, a cor, o bicho?
Por que confiamos num papel que, sozinho, não vale quase nada?
O dinheiro é design, estética, performance.
Tem layout, tipografia, narrativa.
Tem até feitiçaria: transforma papel em poder.
Nenhum valor existe sem acordo coletivo.
É fé sem altar.
Economia como escultura social.
Transações como coreografias de crença.
No fundo, o dinheiro é uma instalação invisível.
Uma obra coletiva onde todo mundo atua.
A mais lucrativa de todas.
Agora pensa: Se conseguimos dar esse poder pra um símbolo, o que mais a gente pode reprogramar?
Nós somos o dinheiro, o valor.
Nenhum sistema existe fora de nós.




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