Processos & Pesquisas
Este espaço reúne práticas, investigações e encontros voltados ao desenvolvimento da linguagem e da consciência artística no século XXI.
A partir de uma abordagem que integra dimensão simbólica, pensamento crítico e construção prática, são propostos diferentes modos de aprofundamento, individuais e coletivos, para artistas e criativos que buscam expandir sua atuação, reconfigurar seus processos e elaborar novas formas de existir através do que produzem.
Mentoria
A mentoria é um espaço de investigação e deslocamento para artistas e criativos que buscam reorientar sua prática e aprofundar sua linguagem.
Desenvolvido a partir de uma residência artística iniciada em 2013 (RED Studios), esse trabalho se consolidou ao longo dos anos como um campo contínuo de escuta, estudo e acompanhamento de processos autorais.
O trabalho não parte de técnicas, mas do artista como campo. Através de uma abordagem simbólica e metafísica, a prática artística é tratada como extensão do pensamento, da percepção e da construção de sentido.
O processo integra dimensões internas e externas: da escuta subjetiva à leitura do contexto contemporâneo, considerando as tensões, demandas e possibilidades de atuação no século XXI.
Entre reflexão e estrutura, a mentoria propõe um atravessamento que vai da abstração metafísica do pensamento à materialização, reposicionando o artista em relação à sua própria obra, ao seu tempo e às formas de existência possíveis dentro dele.
Pesquisa
A pesquisa se configura como um campo dedicado à construção de linguagem e à formulação de novas perspectivas no século XXI.
A partir da observação no comportamento, são construídas composições que articulam nuances, tensões e possíveis direções.
Não se trata de análise de dados, mas de uma leitura sensível e simbólica capaz de antecipar formações de linguagem e novos campos de sentido.
Desenvolvida ao longo de anos de prática, a pesquisa atua na geração de conceitos, estruturas e orientações que podem desdobrar-se em projetos, exposições, narrativas, experiências, sistemas e outras formas de materialização.
Entre intuição e construção, este trabalho opera como um dispositivo de tradução: do imperceptível ao formulável, do difuso ao estruturado.
Imersões
As imersões são encontros coletivos de aprofundamento, pensados como espaços temporários de investigação, troca e deslocamento de perspectiva.
Realizadas em formato presencial ou online, propõem pausas estruturadas para pensar, sentir e reconfigurar a prática artística em relação ao tempo presente e aos próprios processos internos.
Cada imersão se organiza a partir de um eixo de investigação:
O artista no século XXI
Um espaço de reflexão sobre as dinâmicas contemporâneas de existência artística, abordando tensões, possibilidades e novas formas de atuação no contexto atual.
O artista como laboratório
Uma investigação sobre o artista como processo em si, onde a prática se torna um campo de autoconhecimento e transformação.
A obra desloca-se do objeto para o próprio artista, entendido como uma construção contínua, simbólica e alquímica.
Projetos de arte
RED Studios (2013–2017) foi uma residência artística independente criada e coordenada por D'Anunziata, concebida como um espaço de investigação entre arte, design e espiritualidade. O projeto reuniu artistas e designers em um programa nacional/internacional, ao mesmo tempo em que funcionou como plataforma para múltiplos projetos paralelos, encontros e experimentações coletivas.
Para além da residência, a RED Studios operou como um laboratório expandido, onde práticas curatoriais, processos de criação e modos de produção foram testados a partir de uma abordagem única da artista.
Entre workshops, encontros informais, convivências, eventos e as próprias residências, o espaço possibilitou o cruzamento de disciplinas frequentemente dissociadas, tornando-se um ponto de inflexão tanto na trajetória da artista quanto na de diversos participantes que passaram por ali.




Projetos de arte
Parallax (2018–2020) foi um projeto de experimentação em videoarte que surgiu como um exercício de traduzir, em linguagem visual, processos internos ligados à espiritualidade não religiosa e à expansão de consciência.
A partir de uma prática contínua de investigação, o projeto se desdobrou em uma plataforma digital onde diferentes linguagens eram testadas, tendo como eixo central a relação entre percepção, imagem e experiência subjetiva espiritual.
Ao longo do tempo, o Parallax expandiu-se para além do ambiente online, dando origem a imersões, residências e grupos de estudo que integravam práticas artísticas e processos de autoconhecimento.
Entre eles, destaca-se uma residência experimental realizada integralmente online durante a pandemia, além de encontros presenciais em 2019 e um grupo de estudos na Funarte que culminou em uma exposição coletiva (Manifesto Parallax).
Mais do que um projeto delimitado, o Parallax operou como um campo de transição, cujos desdobramentos foram progressivamente incorporados à prática artística da artista.