O Futuro do Agora na Arte
- Camilla D'Anunziata
- 10 de abr.
- 2 min de leitura
Uma profecia poética de um novo tempo verbal em um presente paralelo.
Como artista, tomo a licença poética de imaginar futuros que são presentes paralelos, realidades ainda invisíveis, mas já pedindo para serem vistas.Não se trata de previsão.
É um sentir, um sussurro vindo de um lugar onde a imaginação ainda reina.
A arte é uma linguagem do invisível.
Ela escapa ao tempo linear e aparece onde a lógica ainda não chegou.Nos próximos anos, o número de artistas crescerá exponencialmente. Não como escolha de carreira, mas como consequência natural de uma reorganização da vida.
À medida que a IA assumir as tarefas práticas, a promessa utópica ou não - será: mais tempo.E a grande questão reina: o que faremos com todo esse tempo?
Nesse vácuo, a arte surgirá não como luxo, mas como necessidade.
Junto com o tempo livre, surgirão novos distúrbios, frutos do analfabetismo emocional e espiritual. A arte se tornará um dos principais pilares da sociedade.Não apenas simbólica, mas funcional.
Por meio da imaginação e da expressão sensível, a arte treinará tanto as máquinas quanto os humanos.
Ela refinará a IA e, ao mesmo tempo, despertará a mente abstrata dentro de nós. Mas essa arte não se parecerá com o que chamamos de arte hoje. Ela poderá ainda usar práticas conhecidas, mas irá além. A geração de imagens será tão rápida que precisaremos expandir nossa percepção apenas para processá-la.
A arte nascerá de habilidades sutis, muitas vezes chamadas de sobrenaturais, mas que são, na verdade, apenas sentidos humanos subdesenvolvidos: intuitivos, telepáticos, sensíveis.
O artista será um canal, um sintonizador de frequências, um construtor de realidades subjetivas.
A arte deixará de representar o mundo, ela irá interferir nele.
Esse futuro sem futuro não é um vazio.É uma abertura.




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